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A arte de questionar: como as perguntas geram inovação

A arte de questionar: como as perguntas geram inovação

Já parou para pensar como os grandes inventores começaram? Mais do que respostas prontas, são as perguntas que fazem a diferença. São elas que geram aprendizado, provocam a inovação e fortalecem a confiança de um time. Não há nada mais eficiente para explorar possibilidades e diminuir o risco de um negócio novo do que a capacidade de contestar.

Inovando através de perguntas

Foram através de diferentes questionamentos que surgiram empresas famosas. O livro DNA do Inovador conta sobre a invenção da Polaroid. A filha do criador Edwin Land, quis saber por que não conseguia ver a imagem imediatamente. A partir disso, o pai inventou a máquina que fez história.

Assim também foi com a Uber: olhando para um cenário em que as pessoas só tinham a opção de andar de táxi e pagar em dinheiro, o criador se perguntou como poderia ser diferente. “Até alguém questionar, muita coisa parece impossível”, diz Arthur Igreja, especialista em inovação e tecnologia da Fundação Getulio Vargas.

Diferencial na carreira

Mas as perguntas não são apenas para quem quer abrir um negócio. Ser questionador tornou-se um diferencial competitivo. Hoje, o mercado já entende que fazer perguntas denota curiosidade e vontade de aprender.

“Até numa entrevista de emprego pega bem questionar. Ao indagar sobre o que se espera do cargo, por exemplo, o profissional sugere responsabilidade e vontade de entender a situação”, diz Marina D’Oliveira, professora de negociação na Escola Conquer.

Mas é importante saber quais perguntas fazer. De acordo com especialistas, só é possível passar a impressão correta se preparando com antecedência. Perguntas inteligentes pressupõem estudo prévio. Se não estiver por dentro do tema, dificilmente a pessoa trará pontos relevantes para projetos, reuniões ou debates com colegas.

Como ser um bom questionador

Apesar de ajudar na criatividade, no conhecimento e na qualidade das conversas, algumas pessoas ainda têm muito receio de tomar uma atitude questionadora. Segundo Mônica Barroso, diretora de aprendizagem do The School of Life Brasil, “essa sensação acontece porque temos uma cultura de que é preciso saber de tudo. Essa exigência começa cedo, ainda na escola, quando os alunos são cobrados por respostas”.

Um bom questionador abre espaço para aprender o que não sabe. “Um erro comum é elaborar uma pergunta cheia de informação e opinião. Isso mostra que a resposta pouco importa”, afirma Jean Philippe Rosier, sócio e professor na escola Perestroika. Assim, é importante fazer uma pesquisa sobre o assunto e elencar perguntas sobre aquilo que você quer aprender.

Fonte:
 

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