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Como anda sua inteligência emocional?

Como anda sua inteligência emocional?

A maneira como reagimos ao que acontece na nossa vida pode impactar significativamente no resultado e no futuro. Saber gerenciar e controlar as emoções quando acontece algo ruim é chamado de inteligência emocional.

De acordo com o psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, Victor Bigelli de Carvalho, ter inteligência emocional envolve algumas habilidades básicas como reconhecer e saber nomear as próprias emoções, gerenciá-las de maneira adequada a fim de resolver problemas do dia a dia e conflitos interpessoais, além de regular o estresse a que somos submetidos.

Nossas relações

Quando desenvolvemos relações interpessoais nosso objetivo é criar uma conexão real. Contudo, é comum projetarmos nossas expectativas e criarmos uma persona diferente da realidade. 

É importante nos conhecermos para termos relações mais saudáveis, não apenas romanticamente, mas em todos os âmbitos da vida. Saber reconhecer nossas expectativas, medos e vazios faz com que a gente possa dialogar com a pessoa amada sem sentimentos de frustração, ciúme ou irritação inadequados. Ter inteligência emocional numa relação afetiva ajuda a desenvolver o diálogo e a sustentar um vínculo saudável.

No ambiente de trabalho a situação é semelhante: nos conhecermos ajuda a optar por carreira e postos de trabalho mais certos. Por mais óbvio que pareça, não é possível ser feliz escolhendo o que a gente não quer ou o que não tem nada a ver conosco.

Em todas as situações acima ter inteligência emocional implica em reconhecer, sem julgamento de valor, o problema e aceitá-lo como real. Para desenvolvê-la, a atenção plena, por exemplo, pode ajudar, já que a técnica têm entre seus pilares respirar profundamente e ter empatia consigo mesmo.

Como nutrir

É importante informar que inteligência emocional não é uma atitude automática. Até mesmo do ponto de vista biológico, quando se fala de inteligência e regulação das emoções, é necessário que usemos o córtex pré-frontal do cérebro. 

"Essa região da mente nos dá consciência de nossos atos, gera aprendizado e cria nossos hábitos. Portanto, agir com inteligência emocional pode virar uma rotina e ser mais natural na vida de todos, mas nunca automático", esclarece o psiquiatra Victor de Carvalho.

Mais importante do que pensar que a inteligência emocional pode ser desenvolvida de forma solitária, como um acréscimo de saber em relação a nós mesmos ou a partir da aprendizagem de formas predeterminadas de ser, vale entender que afetos são desafios a serem enfrentados no contato. 

"Para aqueles que de alguma forma identificam algum tipo de sofrimento ligado a suas emoções e como isso afeta seu ser e estar no mundo, sugere-se a procura de profissionais especializados na mente", orienta Tiago Ravanello, psicólogo e psicanalista, professor associado da Faculdade de Ciências Humanas da UFMS.

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