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Como negociar dívidas e sair da inadimplência

Como negociar dívidas e sair da inadimplência

Em fevereiro, mais de 62 milhões de brasileiros eram considerados endividados no país. Para o SPC Brasil, os números indicam uma tendência de acomodação, pois o percentual de novos consumidores negativados é menor e variou 1,78% no mês passado. Há, porém, um aumento consistente nas dívidas com contas básicas, como água e luz, e com os bancos, líderes no número de pendências, segundo pesquisa do escritório de crédito com a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).

Diante da baixa reação no nível de emprego e salário, as perspectivas de quem está endividado não são das melhores e exigirão sacrifícios do consumidor.

O crescimento da inadimplência em ritmo menor, na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, ocorre apesar do aumento nas concessões de crédito. Esse tipo de oferta abre uma oportunidade a quem está endividado, mas também exige muito cuidado, ressalta a economista.

O consumidor pode usar um novo crédito para unificar todas as dívidas que tem e se reorganizar, mas deve ficar vigilante para não acabar com mais um débito que não consegue pagar.

Quem está empregado com carteira assinada pode avaliar pedir um empréstimo consignado, que tem juros menores. O educador financeiro Reinaldo Domingos destaca que mesmo o crédito mais barato exige reorganização do endividado ou o ciclo não termina. Sem mudar hábitos e fazer cortes, dificilmente a inadimplência chegará ao fim. Para quem está devendo a bancos, é possível tentar uma negociação diretamente no site das principais instituições.

 

O que analisar na hora de negociar a dívida

  • Liste tudo o que você deve em cartões de crédito, cheque especial, carnês, boletos, empréstimos e financiamentos. O nosso serviço de Consultoria Financeira pode ser a ajuda que faltava para você nesse momento de crise.

  • Faça uma tabela com o seu orçamento mensal, ou seja, tudo o que entra e sai da sua conta bancária todo mês. Nós listamos alguns recursos online para te ajudar nisso.

  • Elabore uma lista de cortes que podem ser feitos no seu orçamento com a ajuda da família toda.

  • Pense em ideias para gerar renda extra. O que pode ser feito para complementar o seu orçamento? Vale tudo: fazer doces e comidas para vender, dar aulas particulares, revender um produto, etc.

  • Liste tudo o que pode ser vendido: itens que não são tão utilizados como aquela bicicleta encostada no quintal ou o violão que não é tocado há um bom tempo.

Estabeleça um limite de quanto você pode pagar

O objetivo é sair das dívidas, certo? Então, já sabendo o quanto poderá pagar, defina um valor limite para negociar e não assuma um compromisso com o qual não possa arcar. Por exemplo, se uma família fosse pagar o valor de R$ 5.000,00 em parcelas de R$ 110,00 levaria 4 anos para quitar a dívida. Com essa informação em mãos, negocie um desconto no valor total para quitar a dívida mais rapidamente.

Considere os imprevistos

Todos nós costumamos acreditar no melhor cenário e, por isso, raramente prevemos um “plano B” para cobrir os eventuais imprevistos. Gastos com reforma, perda do emprego, consertos no carro e doenças na família são causas comuns do atraso no pagamento das contas. Pense em um homem que gastou todas as suas economias para construir uma casa para alugar, mas quando a situação não saiu como planejado, perdeu o controle de suas contas e entrou no cheque especial. O resultado? Anos depois, as dívidas podem ultrapassar o valor da renda mensal.

Várias dessas necessidades que surgem de imprevistos podem ser quitadas com o auxílio de nossas linhas de crédito, com empréstimos e financiamentos para cada caso, com condições especiais para não pesar no seu orçamento – em especial o CrediPessoal, que funciona muito bem para renegociar dívidas. Confira mais informações aqui.

Quando planejar o pagamento de dívidas, reserve um valor mensal para cobrir novos imprevistos que poderão surgir. Seja cauteloso e previna-se de novas dívidas desnecessárias.

- Com tudo isso no papel, prepare-se para negociar. A negociação pode ser feita online no site do Serasa.

Defina sua estratégia de negociação da dívida:

Antes de fazer a negociação com o credor, pense nos argumentos que irá apresentar e leve todos os documentos comprobatórios. Faça uma lista de perguntas que você poderá fazer antes de assinar a negociação. Por exemplo:

  • Qual será o desconto, em percentual, sobre a dívida total?

  • Se pagar à vista, posso ter um desconto maior?

  • Se parcelar, quais serão os juros?

  • Depois de pagar, em quanto tempo terei minha situação regularizada no Serasa?

  •  Quando pagar, vou receber uma carta de quitação?

Se restar alguma dúvida, não decida por impulso. Peça para que a proposta de negociação seja feita por escrito, leve para casa, discuta com a família e volte depois com uma contraproposta ou, se houver concordância, para assinar o contrato de negociação.

E se o dono de uma dívida faleceu?

Quando uma pessoa endividada falece, tudo o que é possui é considerado patrimônio, seja ele positivo, como bens (imóvel ou carro) e dinheiro no banco, ou negativo (empréstimos, prestações e contas não pagas). Por isso, na perda de um familiar, como pai ou mãe, é obrigatório fazer o espólio. No falecimento, as dívidas não deixam de existir. Elas precisam ser inventariadas e incluídas no espólio. Os herdeiros respondem pela dívida, até o limite da herança. Se esse for o seu caso, fale com um advogado, que poderá orientar a família em relação ao pagamento das dívidas.

E como evitar novas dívidas?

  • Não aceite o crédito fácil que algumas instituições ofertam com taxas maiores.

  • Mantenha a sua planilha financeira sempre atualizada.

  • Busque equilibrar as despesas e receitas, cortando os excessos.

  • Reserve pelo menos 5% da sua renda mensal para imprevistos, mesmo enquanto paga dívidas.

  • Evite fazer novas dívidas quando entrar dinheiro extra como 13º ou rescisão.

  • Use esse dinheiro para quitar dívidas atuais, poupe para imprevistos ou junte para comprar à vista.

Gostou desse conteúdo? Então não deixe de acompanhar nossa seção de Educação Financeira e fique por dentro de todas as novidades e dicas para cuidar melhor das suas finanças.

Fontes:
Agora São Paulo – Folha de São Paulo
Serasa Consumidor

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