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Como passar da queixa ao sucesso

Como passar da queixa ao sucesso

Errar é comum, mas a forma como lidamos com os nossos fracassos é muito importante para a nossa saúde mental. Existem pessoas que diante da frustração reclamam e culpam o mundo pelo que acontece. Outras, contudo, usam as situação como uma possibilidade de aprendizado.

Carol Dweck, professora da Universidade de Stanford e autora do livro Mindset - a nova psicologia do sucesso, observou a reação de crianças e adultos diante dos erros. E comprovou algo interessantíssimo: a maneira como vivemos os fracassos define nosso mundo interno de crenças, nossa maneira de ver a nós mesmos e, portanto, nossa capacidade de ser feliz.

Tipos de mentalidades

No livro de Dweck, ela caracteriza duas mentalidades (mindset, em inglês): a fixa e a de crescimento.

Mentalidade Fixa

A mentalidade fixa considera que as pessoas já nascem com seus talentos e habilidades e que não existe muito o que se possa fazer para mudar. As pessoas que pensam assim são as que mais se queixam, e evitam projetos de transformação para melhor e culpam os outros e a si mesmos.

Mentalidade de crescimento

Por outro lado, as pessoas com a mentalidade de crescimento consideram que o sucesso depende fundamentalmente do esforço. Não consideram apenas o resultado final, mas também se importam com o processo de aprendizagem. Para estas pessoas os erros não significam uma catástrofe, pois fazem parte da evolução.

Reagindo à frustração

E você, já pensou qual o tipo de reação que tem?

Não precisa pensar muito, a resposta é dada pela própria professora Dweck. Todos temos os dois tipos de mentalidade. Enquanto em alguns aspectos da vida ficamos mais no terreno das justificativas, em outros, temos uma mentalidade de crescimento.

Por isso, se queremos enfrentar uma dificuldade com sucesso, a solução está em nós mesmos. Em um processo de quatro fases, conforme indica Carol Dweck.

Na primeira fase temos de ser honestos e identificar aquelas situações que nos fazem ficar na mentalidade fixa. Em segundo lugar, precisamos tomar consciência de como ela atua. Para isso, quando nos paralisamos diante de um problema, é recomendável descrever o que estamos pensando, para afastar este tipo de reação.

O terceiro passo é identificar se o problema nos paralisa e aplicar a mentalidade de crescimento “a força”. Sugere-se criar uma frase que sirva de mantra e repetí-la: “quando você se esforça, você consegue”, por exemplo. É uma fórmula capaz de nos fazer reagir, e deve tocar no pessoal.

Por último, Dweck aconselha a aplicar o poder do “ainda”. Ao invés de dizer “não sei falar inglês”, por exemplo, quando não estamos conseguindo fazer um projeto, é possível substituir por “ainda não sei falar inglês”. Este conceito abre as portas à possibilidade.

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