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Compostagem ganha força em grandes cidades e pode ser feita em casa

Compostagem ganha força em grandes cidades e pode ser feita em casa

A compostagem, conhecida como o processo de reciclagem do lixo orgânico, transforma a matéria orgânica encontrada no lixo em adubo natural, que pode ser usado na agricultura, em jardins e plantas, substituindo o uso de produtos químicos.

O processo também contribui para a redução do aquecimento global. Só em 2015, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, foram geradas cerca de 32 milhões de toneladas de resíduos orgânicos no Brasil, o que equivale a 88 mil toneladas de lixo diário. Todo este material quando entra em decomposição, seja nos lixões ou aterros sanitários, gera o gás metano, um dos principais causadores do efeito estufa.

Capital paulista dá o exemplo

São Paulo ganhou a sua terceira área de compostagem de restos de feira e poda de árvores em novembro. A cada semana, o pátio deve receber cerca de 60 toneladas de frutas, legumes e verduras vindos de 44 feiras livres dos bairros Água Rasa, Belém, Brás, Mooca, Pari e Tatuapé.

São 2,8 mil toneladas de resíduos orgânicos por ano que deixam de ir para os aterros sanitários. O terreno de 4,5 mil m² na Mooca foi dividido em nove leiras de compostagem —os canteiros onde se misturam os orgânicos frescos com as podas de árvore, palhas e folhagens secas— que devem produzir 420 toneladas de composto a ser usado como fertilizante em parques e praças da cidade.

“Estamos trabalhando com a Cetesb para que seja ampliado o máximo permitido. A legislação é de uma época em que não havia essa experiência de compostagem urbana com o resíduo orgânico segregado na fonte. Neste modelo, vão restos sem contaminação e, portanto, não há geração de odor e nem vetor de doença”, afirma diz Edson Tomaz de Lima Filho, presidente da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb). “Vão apenas os resíduos de feira e das podas de árvores, sem os contaminantes do lixo orgânico doméstico.”

A cidade gera uma quantidade enorme desses resíduos de ótima qualidade, que podem ser separados na geração e compostados da mesma maneira, em unidades espalhadas pelos bairros, de forma segura: são 883 feiras e mais 38 sacolões e mercados. A compostagem regionalizada tem a vantagem de diminuir também as emissões de dióxido de carbono, ao evitar o deslocamento de caminhões.

Faça você mesmo

A compostagem como solução urbana ainda é algo iniciante no país, mas isso não impede que você faça sua própria composteira em casa, a fim de redirecionar seu resíduo orgânico e cuidar de suas plantas com mais qualidade. A atitude é ótima para o meio ambiente e não exige muito esforço ou materiais difíceis (ou caros) de conseguir, mas algumas regras precisam ser respeitadas para que o procedimento dê certo. Confira aqui os tipos de composteiras domésticas, as particularidades de cada um e os fatores que você deve observar.

Fontes:
Folha de São Paulo
Globo Rural

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