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Conheça a história da cooperada que escalou o Everest

Conheça a história da cooperada que escalou o Everest Escalar a montanha mais alta do mundo pode parecer algo quase impossível para muitas pessoas. Mas para a cooperada Luciana Maines da Silva, analista na unidade de Gestão de Pessoas do Banrisul, essa aventura tornou-se uma realidade em julho do ano passado. Ela compartilhou a sua incrível experiência de viagem com a gente, em um relato cheio de detalhes. Confira:

Uma janela para o Everest

"Sempre gostei de livros sobre escalada em alta montanha. Acredito que li os principais sobre conquistas, acidentes, expedições bem-sucedidas e fracassadas. Muitos livros tratavam sobre alcançar o cume do Everest, a montanha mais alta do mundo, localizada no Himalaia. Mesmo praticando trekking há vários anos, nunca almejei ir tão longe, em razão dos riscos. Mas a trilha até o Acampamento Base, lugar onde as expedições ficam por meses para aclimatação, essa sim era um sonho. E que, em julho de 2014, foi realizado.

Depois de mais de um ano de preparação, entre logística e preparação física, meu marido e eu embarcamos para a viagem das nossas vidas. Quase 24 horas de voo para chegar a Katmandu, capital do Nepal. De lá, embarcamos em um pequeno avião até Lukla – um dos aeroportos mais perigosos do mundo. Lá começou nossa expedição.

Era verão e época das monções (chuvas). Assim, a chance de avistarmos o cume do Everest era remota. Mas em um final de tarde, depois de um dia exaustivo de caminhadas, chegando em uma das diversas estalagens, se abre uma brecha nas nuvens. Como que nos recepcionando e nos dizendo que estávamos no caminho certo. Ele está lá! Imponente, poderoso, ameaçador e ao mesmo tempo convidativo.

Acompanhados de um guia e um carregador (sherpa), caminhamos por oito dias até chegarmos ao Acampamento Base do Everest, localizado a 5.353 metros de altitude (o Everest tem 8.880 metros). Ao longo da trilha, sempre subindo, passamos por paisagens diversas, desde áreas de floresta até montanhas de pedras, sem nenhuma vegetação. Cruzamos por diversas pontes suspensas e diversas vezes por grupos de iaques – animal típico da região utilizado para carregar mercadorias. A cada final de dia ficávamos alojados em estalagens, onde éramos recepcionados sempre com um chá quente e um sorriso.

Chegar a essa altitude (5.353m) tem seu preço. Caminhamos por quase 10 horas nesse dia, sentindo os efeitos do ar rarefeito. Não se sente falta de ar, mas o corpo trabalha muito mais lentamente, fazendo com que cada passo precise ser planejado. Mas valeu a pena. Pisar no mesmo lugar onde nossos heróis estiveram e ver a magnitude da paisagem, o quão frágil e insignificantes somos, estando ao pé da maior montanha do mundo.... Isso fez valer a pena.

E fazendo parte desta paisagem está o povo das montanhas, que aprendemos a admirar lá, pois pouco se fala nos livros. Gente de hábitos simples e de enorme gentileza. Pessoas que, independente de sua casta, sempre tem um sorriso no rosto e um “namastê” como reverência... Crianças ou velhos, jovens carregados com suas pesadíssimas cargas ou não, ao passarem, nos nutrem com seu olhar, com um pouco mais de esperança para chegarmos ao objetivo. Gente boa, gente amiga, que aumenta ainda mais nossa saudade do Nepal, do Himalaia, do Everest!”

Luciana Maines da Silva

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