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Está na hora de investir em economia circular

Está na hora de investir em economia circular

Você já ouviu falar de economia circular? Uma pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) descobriu que 76,4% do setor adota alguma prática desse tipo. Surgido na década de 1970, na Europa, o conceito de economia circular está começando a ser melhor difundido no Brasil.

Esta ideia nada mais é que uma maneira sustentável de exploração e processamento de recursos naturais para a produção de bens e serviços. Aliada ao consumo ecológico, a economia circular defende o compartilhamento, a manutenção, a reutilização, a remanufatura e a reciclagem de materiais, assim, os recursos são menos explorados e algo que iria para o lixo se transforma em novo produto - por este motivo, leva o nome “circular”.

De acordo com o coordenador do Programa de Economia Circular da Universidade de São Paulo (USP), Aldo Ometto, as “soluções pontuais para aumentar a eficiência dos processos e reduzir o consumo de recursos naturais devem ser ampliadas. No entanto, é preciso buscar soluções sistêmicas, que envolvem a criação de novos modelos de negócios, baseados em compartilhamento, digitalização e conhecimento”.

Os problemas do modelo linear

Atualmente, no modelo de produção tradicional, ou linear, consumimos muito mais do que é possível produzir com os recursos naturais. Por isso, é preciso focar na economia circular para aumentar sua aplicação.

Um relatório da Circle Economy, divulgado em 2019, informa que as mudanças climáticas e o uso de materiais estão intrinsecamente ligados. A entidade calcula que “62% das emissões de gases do efeito estufa são liberadas na atmosfera durante a extração, processamento e fabricação de bens para atender às necessidades da sociedade. Apenas 38% das emissões são dispersas na entrega e no uso dos produtos e serviços”.

Tendência mundial

A pesquisa da Circle Economy indica que, apesar das práticas de economia circular estarem crescendo, menos de 10% da economia mundial hoje é circular. Harald Friedl, CEO da Circle Economy, explica que “as estratégias para as mudanças climáticas dos governos focaram em energia renovável, em eficiência energética e em evitar o desmatamento. Mas elas ignoraram o vasto potencial da economia circular. Eles deveriam reprojetar as cadeias de suprimentos lá atrás, nos poços, campos, minas e pedreiras, onde está a origem dos nossos recursos.”

Um estudo de 2017 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) estima que apenas 13% do total dos resíduos urbanos gerados no Brasil são encaminhados à reciclagem. Em outras palavras, o país despeja riqueza no lixo. “Do total de resíduo sólido no Brasil, estima-se que, 13,16% seja de papel e papelão, 2,34% de vidro, 1,56% de material ferroso, e 0,51% de alumínio.”

A parceria da Banricoop com a Ecosouvenir, por exemplo, é um modelo de economia circular. Os banners utilizados nas nossas campanhas de marketing são transformados em diversos brindes, aproveitando o que seria lixo de forma sustentável.

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