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Inspiração: jornalista paulistano alimenta 50 gatos todos os dias em parque

Inspiração: jornalista paulistano alimenta 50 gatos todos os dias em parque

Conviver com animais sempre fez parte do dia a dia de Anderson França, 64 – seu avô tinha uma chácara e vivia rodeado de cães e de gatos. Mas foi em 2004, quando tentou resgatar um pastor alemão que estava preso e era maltratado, que ele passou a ver os peludos com outros olhos. Anderson teve sua perna lacerada pelo cão; ficou preso em sua boca e achou até que ia morrer. Naquele dia, em vez de salvar o animal, teve que salvar a si próprio. "Só que o cachorro não teve culpa. Estava traumatizado", diz.

Primeiros passos

A história ficou martelando em sua cabeça. Mudou-se para perto do Parque da Mooca, há quatro anos, e começou a reparar na quantidade de gatos que eram abandonados por lá –o local é lugar de "desova" de bichos.

Começou a levar ração e se aproximar deles. "Fiquei conhecido como o 'tio dos gatos'", conta. E eis que a visita, até então casual, virou rotina. De segunda a segunda, faça chuva ou faça sol, Anderson prepara uma refeição para cada um dos cerca de 50 gatos que esperam ansiosamente sua chegada.

Compromisso diário

Roda o parque todo (uma caminhada de quase duas horas) matando a fome de felinos abandonados. São 60 quilos de ração por mês, além das latinhas de patê, o que beira R$ 700. Pagos do próprio bolso.

Além de conseguir famílias para muitos dos gatos, as andanças também renderam algumas de suas mascotes – ele tem nove resgatados. Um deles, Tuty, era alimentado e, certo dia, apareceu na porta de sua casa. O gato branco atravessou quatro pistas e um viaduto até encontrar aquele que escolheu como dono.

Eventualmente, voluntários se juntam ao protetor. São pessoas que correm no parque e levam pratinhos de isopor ou comida para alimentar os felinos. "Há três anos e meio que não viajo nem vou para lugar nenhum, para não deixá-los. E não é uma vida escrava, não. Faço isso porque amo."

Gostou da história? Confira aqui as fotos de Anderson e seu gatinho Tuty. Esse caso é um exemplo de como o amor por uma causa pode nos levar a atitudes grandiosas. Ainda que você não tenha tanto tempo diariamente ou disponha de toda a quantia gasta por Anderson, nunca é tarde para se engajar em pequenas ações que custam pouco e fazem uma grande diferença na vida de alguém, seja uma pessoa ou um bichinho.

Fonte:
Folha de São Paulo

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