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Museus brasileiros batem recorde de visitação

Museus brasileiros batem recorde de visitação

Você gosta de visitar exposições na sua cidade? Às vezes podemos preferir optar por visitas virtuais, mas o contato com a arte local é importante para o desenvolvimento da cultura.

A boa notícia é que os brasileiros estão indo a museus cada vez mais. É o que diz o levantamento feito pelo site G1 com 40 instituições de arte e história no Brasil.

No primeiro semestre de 2019, estes ambientes tiveram um forte aumento de público em relação ao mesmo período de anos anteriores. O crescimento tem surpreendido os diretores e equipes dessas instituições. Os primeiros seis meses deste ano registraram aumentos de 50% sobre a média do mesmo período nos últimos quatro anos e de 61% em relação a 2018.

Em Porto Alegre, o 65º aniversário do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs) também atraiu visitantes. A última semana de julho foi de comemorações com exposições sobre a história do museu e a fala pública “História das Exposições como abordagem curatorial”.

Tarsila do Amaral e o interesse no Masp

O Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), em SP, está para bater o recorde de visitação desde 2012. Em 7 meses, já passaram 533 mil pessoas, contra 556 mil do recorde histórico.

A maioria dos visitantes foi em busca da exposição sobre a Tarsila do Amaral,  que superou as 402 mil pessoas e se tornou a mais vista da história do museu.

As outras exposições e acervo permanente, mesmo com bem menos destaque e divulgação, também tiveram bom público. Mas foi a pintora modernista que fez sucesso. "Falar em Tarsila como popular tem ineditismo. A relação dela com o popular é um aspecto que vem sendo negligenciado pela história da arte oficial no Brasil." Explica o curador Fernando Oliva. 

De acordo com ele, o que melhor explica o sucesso da exposição em particular é a abordagem à obra. "O público se sente atraído para rever os artistas sob novas perspectivas, com análises inéditas".

Representação e ressignificação

O Masp não foi o único museu, que atraiu mais visitantes no primeiro semestre de 2019. De acordo com o G1, os museus com maiores crescimentos foram o Museu Nacional de Belas Artes e o Museu da República, ambos no Rio de Janeiro.

Uma das teorias vigentes para o aumento das visitas é a representação nas obras. As instituições têm levado mais diversidade às mostras e investiram em exposições de mulheres, negros, indígenas e artistas não-europeus.

Além disso, o público tem utilizado as mídias sociais de forma muito mais evidente para se comunicar com os museus. Quem atesta isso é a pesquisadora Mariana Marques, que estudou a relação do Masp, museu com maior número de seguidores do Instagram, e a rede social.

Marques constatou que grande parte do público entrevistado havia ido ao museu após ver uma selfie. "A partir de então, eles também compartilhavam e influenciaram outras pessoas. Isso contribui para tornar os museus mais acessíveis", conclui.

Rio Grande do Sul em foco

Um evento anual também vem ajudando a ressignificar a experiência na capital gaúcha: o Noite dos Museus. Desde 2016, o projeto abre as portas dos ambientes artísticos a noite,  fomentando a visitação e contribuindo para a transformação do cenário urbano. Até hoje, contou com a participação de mais de 100 mil pessoas.

Na rota, está o Margs, que comemorou 65 anos em 2019. Neste semestre que inicia, o museu está dando início a exposição “Stockinger 100 anos”. Ocupando a pinacoteca - espaço nobre - as obras mostram diferentes fases do artista plástico. A visitação gratuita ocorre de agosto até 24 de novembro, de terças-feiras a domingos, das 10h às 19h.

Fontes:

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