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Passa o tempo e a Banricoop sempre de \"portas abertas\"

Passa o tempo e a Banricoop sempre de \"portas abertas\"

O sr. Mario Petersen Souto Mayor é uma memória viva da Banricoop. No longínquo ano de 1950, um ano após ser chamado pelo Banrisul para trabalhar no setor de caução, o rapaz de 20 anos se juntou com alguns colegas, também funcionários do banco, e investiu seus primeiros cruzeiros na compra de cotas de participação da então Cooperativa de Crédito dos Funcionários da Matriz do Banrisul Limitada – que viria a se tornar Banricoop.

“A Cooperativa era uma grande novidade. Na época, não havia jeito de conseguir pequenos empréstimos pra desafogar as contas, a não ser com os agiotas”, recorda Mayor, hoje com 82 anos. “Os colegas do banco e eu nos interessamos: além de termos à disposição um dinheirinho para quando fosse preciso, acreditávamos que a instituição daria certo e queríamos fazer parte dela”.

A Cooperativa tinha apenas quatro anos quando Mayor se associou, e fora lançada sob os louros de ser a primeira cooperativa de crédito mútuo no Brasil. Atendia aos funcionários da matriz (na época, pouco mais de 100 pessoas), e conforme o banco gaúcho cresceu, passou a atender funcionários de diferentes agências, até tornar-se uma instituição de economia e crédito para todos os empregados do Banrisul, oferecendo serviços como, linhas de crédito, aplicações, consultoria financeira, seguros, convênios e serviços, entre outros.

Mas a relação do seu Mário com a Banricoop data uma época em que as operações eram concentradas na concessão de empréstimos. Cada cooperado tinha direito a retirar até três vezes a soma de sua contribuição, e a confiança entre os componentes era garantia de adimplência e a saúde financeira. “Ainda éramos poucos cooperados, e sabíamos que investir capital na Cooperativa e pagar em dia significava ajudar os colegas”, explica.

A relação dos sócios era de estreita parceria em prol da nova instituição. Parte dos gestores da Cooperativa era formada por pessoas que trabalhavam um turno no Banrisul, outro na Cooperativa e ainda estudavam à noite. Quem não tinha tempo, dedicava-se a engordar o patrimônio da entidade. Mayor, por exemplo, admitia um desconto de um décimo de seu ordenado diretamente na folha de pagamento para impulsionar a caixinha, como era conhecida.

“Confesso que não lembro se cheguei a pegar algum empréstimo durante esta fase, mas tenho quase certeza que sim: volta e meia a gente precisava de uma ajuda, e a Cooperativa estava sempre de portas abertas”, explica. Sua participação ativa na instituição ocorreu até 1953, quando foi trabalhar no Rio de Janeiro. Desde então, a carreira e a vida de seu Mário deram voltas, e ele perdeu a proximidade com a Banricoop.

No início de 2011, seu Mário, passando em frente à Agência da Matriz, em Porto Alegre, decidiu dar um pulo até a Banricoop para ver como as coisas andavam. Quase perdeu o fôlego com o que encontrou: estruturas modernas, atendentes uniformizados e atenciosos, um entra e sai ininterrupto de cooperados. Sorriu: a Cooperativa estava melhor do que nunca. “Não tenho palavras pra falar da alegria que sinto ao ver como a instituição cresceu; só posso exaltar os gestores que transformaram aquela próspera cooperativa que vi nascer em um grande negócio”, emociona-se.

Além de ser um dos cooperados mais antigos da Banricoop, seu Mário teve o destino entrelaçado com a Instituição desde esta que foi criada: a Cooperativa nasceu no dia 2 de maio de 1946, um dia após o 16º aniversário de Mayor. A proximidade chega a ser familiar: seu pai foi um dos primeiros funcionários do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, onde trabalhou até o final dos anos 40.
 


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