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Precisando negociar? Pense como um ator

Precisando negociar? Pense como um ator

Quando foi a última vez que você atuou? Foi em uma peça do colégio? Em um show de talentos da empresa? Ou foi quando pediu um aumento para seu chefe? Mesmo que você ache que não leva jeito para isso, fazemos uso de pequenas técnicas teatrais todos os dias.

Pode parecer loucura, mas é o que acreditam Michael e Amy Port, dois atores profissionais, conforme falam em seus TED Talks. Em vários momentos, passamos por situações complicadas, que envolvem falar em público e negociar bem, e é aí que pensar como um ator profissional pode nos ajudar. “Assim como os atores usam técnicas de palco para criar uma realidade crível, quem não é ator pode usar as mesmas técnicas para criar uma realidade que seja mais agradável”, explica Michael.

Isso não significa mentir ou manipular pessoas, mas sim se comunicar de uma maneira que faça com que os outros entendam nosso ponto de vista. Eles sinalizam três princípios que quem quer se aprofundar na dica pode seguir.

1) Saiba onde quer chegar

Para Michael e Amy, um ator sempre tem um propósito claro em mente. A próxima vez que você estiver nessas situações de alto risco, tente entender qual o seu verdadeiro objetivo a longo prazo.

Quando Michael conheceu os pais de Amy, ele conta que queria mais do que apenas impressioná-los, mas também pensava em como ele poderia ajudar a construir uma família integrada e com harmonia, e agiu de acordo com este propósito.

2) Entenda como você quer que a outra pessoa se sinta

As escolhas que atores profissionais fazem durante uma performance não são com o objetivo de enganar, mas sim, de fazer a audiência sentir o que eles estão sentindo. 

Isto também vale para a vida. Em uma entrevista de emprego, por exemplo, em que você quer que o entrevistador sinta que você é aberto, colaborativo e responsável, é possível se entusiasmar falando sobre como você está animado para conhecer os novos colegas e até citar alguns nomes.

É claro que isso nem sempre funciona, porque, como explica Michael, “as pessoas não respondem como a gente gostaria, mas se você consegue executar uma ação após a outra em busca do seu objetivo, isso lhe dá a capacidade de improvisar no momento e ser flexível”.

3) Aceite o medo

Um dos medos mais primordiais que experimentamos é a reação negativa dos outros, seja na forma de rejeição, ridicularização ou crítica. Como resultado, muitos de nós preferimos ficar na zona de conforto, mas, de acordo com Michael, “o medo é o assassino de qualquer performance”. 

Se por um lado não há como acabar com o medo, a gente consegue jogar com ele. Primeiramente, é preciso lembrar que ter medo é humano e começar a aceitá-lo. Depois, a dica é tentar identificá-lo da melhor maneira possível. 

Antes de começar sua “performance”, tire um tempo para entender o que está te assustando. Os psicólogos chamam essa prática de “granularidade emocional”, e quem têm uma grande granularidade emocional é mais capaz de regular como está se sentindo e responder na medida certa.

Fonte:
 

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