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Vacina: adultos ”esquecem” da imunização, mas isso pode salvar vidas

Vacina: adultos ”esquecem” da imunização, mas isso pode salvar vidas

Apesar de o governo oferecer diversas vacinas gratuitamente em todo o território nacional, dados do documento Coberturas Vacinais no Brasil, apresentado pelo MS em 2015, mostram que as taxas de proteção entre os adultos estão abaixo do ideal - que varia entre 95% e 100%, dependendo da patologia que se está combatendo.

Vacinas também são para os grandinhos

E as razões para isso são várias. Segundo Eliane Matos dos Santos, médica da Assessoria Clínica da Bio-Manguinhos, unidade produtora de imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), "a primeira delas é que muita gente acredita que vacina é apenas para criança, desconhecendo que existe um calendário específico para quem tem a partir de 20 anos".

Procedimento seguro

Além disso, há quem tenha medo das reações. "Algumas eventuais, como dor no local da aplicação e febre baixa, até ocorrem, mas a doença é sempre mais grave do que os eventos adversos que a vacina pode causar. O importante é o profissional de saúde estar bem preparado para informar e orientar" acrescenta a especialista.

Ela ainda aproveita para afirmar a segurança deste tipo de proteção: "Antes de serem registradas e colocadas à disposição nos postos de saúde, as vacinas passam por uma série de estudos clínicos bem criteriosos. Até elas chegaram ao mercado pode demorar de cinco a 15 anos, e mesmo depois de licenciadas continuamos fazendo o acompanhamento".

Falsa segurança

Para Cunha, da SBIm Nacional (Sociedade Brasileira de Imunizações), o que também faz com que o adulto não se vacine é a falsa sensação de segurança. "Como muitas doenças estão controladas, as pessoas acham que não precisam se imunizar. A maioria só vai atrás quando as notícias começam a aparecer com mais frequência e, principalmente, quando ocorrem mortes, como aconteceu com o sarampo e a febre amarela."

Epidemia de desinformação

Outra questão que dificulta a busca pela vacina são as fake news, divulgadas o tempo todo nas redes sociais e nos aplicativos de conversa. Combatê-las não é tarefa fácil, porém, o MS informa que diariamente avalia mais de 7 mil menções do que pode ser um foco de desinformação proposital para espalhar boatos sobre saúde e, caso necessário, realiza uma intervenção para esclarecê-las.

E não dá para deixar de citar os grupos antivacina. Apesar de ainda serem pequenos no Brasil, em comparação com os Estados Unidos e alguns países da Europa, eles também acabam tendo impacto negativo na busca por imunização. Assim como a restrição de horário da rede pública. "O padrão atual é incompatível com o da maioria das famílias. Seria preciso estender o funcionamento dos postos ou abri-los aos finais de semana", indica o presidente da Sociedade Brasileira de Imunização.

Calendário de vacinação - adultos de 20 a 59 anos

Hepatite B: 3 doses, de acordo com a situação vacinal

Febre amarela: dose única, se nunca tiver sido vacinado

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): se nunca vacinado, 2 doses (20 a 29 anos) e 1 dose (30 a 49 anos)

Dupla adulto (DT) (difteria e tétano): reforço a cada 10 anos

Pneumocócica 23 Valente (pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo pneumococo): 1 dose para grupos-alvo específicos a depender da situação vacinal

60 anos ou mais

Hepatite B: 3 doses, de acordo com a situação vacinal

Febre amarela: dose única, se nunca tiver sido vacinado

Dupla adulto (DT) (difteria e tétano): reforço a cada 10 anos

Pneumocócica 23 Valente (previne pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas por pneumococo): 1 dose para grupos-alvo específicos a depender da situação vacinal

Manter suas vacinas em dia é importante para a sua saúde e também a da coletividade. Na dúvida, vá ao posto de saúde mais próximo e se informe sobre sua imunização. É de graça e de suma importância para todos.

Fontes:
BBC Brasil
Ministério da Saúde

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