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Vale a pena contar calorias? Dicas para uma dieta mais saudável

Vale a pena contar calorias? Dicas para uma dieta mais saudável

Quando fazemos dieta, é importante prestar atenção no tipo de alimento que estamos consumindo e seu valor nutricional. Mesmo assim, a chamada “contagem de calorias”, em que se limita um número diário a ser consumido, é uma das formas mais famosas de perder peso. 

Por causa disso, a Fundação Britânica de Nutrição (BNF, na sigla em inglês) chama atenção para que sejam escolhidas “calorias de qualidade” na hora de comer. A ideia que a Fundação defende é que a alimentação é mais do que apenas o número de calorias, e que precisamos garantir que estamos consumindo uma boa quantidade de vitaminas, minerais, proteínas, gorduras boas e fibras na dieta.

"Alimentos com conteúdo calórico similar podem ser diferentes em termos dos nutrientes que provêm", diz a BNG. "Por exemplo, versões integrais de pães, macarrão e arroz têm mais fibra do que suas versões refinadas. De modo similar, carnes processadas têm mais sal do que carnes magras não processadas, mesmo que tenham quantidade parecida de calorias”, afirma.

Assim, a entidade reúne algumas sugestões e cuidados para levar a melhores escolhas alimentares, mesmo para quem está em regime de redução de calorias.

Energia para o corpo

É verdade que as calorias em excesso podem levar a doenças e à obesidade, mas elas são as responsáveis por dar energia ao nosso corpo. Em média, uma mulher saudável deve ingerir 2.000 calorias por dia, e um homem, 2.500.

Quem busca perder peso costuma diminuir este número, uma tática que funciona, uma vez que o corpo acaba gastando mais energia que consome. Entretanto, nem sempre o que é menos calórico é mais nutritivo e vice-versa.

As embalagens dos alimentos informam quantas quilocalorias tem o produto em questão. Entretanto, identificar a opção mais saudável requer pensar além dessa contagem. 

"Se apenas pensarmos em calorias, podemos acabar evitando oleaginosas e sementes, peixes oleosos e azeite,  mas todos eles podem ser incluídos em uma dieta saudável que ajude a reduzir os riscos de doenças cardíacas, derrames e alguns tipos de câncer", diz a BNF.

Os números enganam

Os alimentos são classificados como de “baixa caloria” caso tenham menos de 40 kcal por porção ou menos de 20 kcal por 100 ml. Caso as porções tenham menos de 5 kcal, os fabricantes estão autorizados a dizer que os alimentos tem zero calorias. É o caso dos refrigerantes “zero”.

Estas nomenclaturas não apenas enganam como podem induzir o consumidor a escolhas menos saudáveis. Uma cenoura pequena, por exemplo, tem em média 10 kcal, o mesmo que uma lata de refrigerante “zero”, com a diferença que a cenoura contém calorias de qualidade e a bebida, não.

Calorias vazias

Os especialistas consideram que alimentos com alta qualidade de calorias e com baixo conteúdo nutricional são “calorias vazias”. Mesmo que os refrigerantes “zero” não sejam tão calóricos, por exemplo, a energia que provém deles não é funcional para o nosso corpo.

O mesmo vale para bebidas alcoólicas e doces. Um pirulito pode ter cerca de 45 kcal, o que é pouco mais do que uma maçã. Apesar disso, essas calorias provém apenas do açúcar, enquanto as da maçã são de qualidade, contendo vitamina C e minerais, essenciais para a nossa dieta.

Calorias escondidas

Quando as pessoas falam de calorias escondidas, referem-se a alimentos ou bebidas que apresentem um valor calórico bastante superior ao que a maioria supõe. 

Um pote de 125 gramas de iogurte de frutas, por exemplo, pode conter mais de 100 kcal. Uma opção mais saudável seria um iogurte sem sabor servido com morangos ou uma porção de granola com pouco açúcar.

"Se você estiver comendo muitas calorias, precisa reduzi-las, mas assegurando-se de que consuma o suficiente em termos nutricionais", diz Frankie Phillips, da British Dietetic Association. "Isso significa obter o maior valor (nutritivo) dessas calorias”, completa.

Fonte:

BBC


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